quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

José Dirceu pressionou para receber propina da sócia do aeroporto Aluízio Alves, diz delator

O lobista Milton Pascowitch falou pela primeira vez em uma audiência da Operação Lava Jato, nesta quarta-feira (20), desde que firmou o acordo de delação premiada com a Justiça. Apontado pelo Ministério Público Federal (MPF) como operador de propina da construtora Engevix, ele é réu no processo que também envolve o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. Segundo o delator, o contrato de consultoria entre a empresa dele, a Jamp Engenheiros Associados e a JD Consultoria, de propriedade de Dirceu, serviu ao pagamento de propina por contratos entre a Engevix e a Petrobras. Pascowitch disse que o ex-ministro exercia forte pressão para receber propina desses contratos. O lobista também afirmou que usou a Jamp para pagar parte da compra da sede da empresa de Dirceu, a reforma de um apartamento em nome do irmão do ex-ministro, a reforma de outro imóvel cujo verdadeiro dono seria José Dirceu e a compra de uma casa para a filha dele. Ao todo, esses negócios teriam rendido ao ex-ministro, segundo Pascowitch, mais de R$ 2,7 milhões.




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