quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Correios deixaram de pagar R$ 3,7 bilhões a fornecedores, empregados e em tributos


Com o fluxo de caixa negativo, os Correios deixaram de pagar R$ 3,7 bilhões em obrigações com fornecedores, tributos federais, o fundo de pensão Postalis e o plano de saúde Postal Saúde. Os dados constam em um documento interno de análise da situação financeira da estatal, obtido com exclusividade pelo g1.

A empresa enfrenta crises econômico-financeiras sucessivas e, para lidar com o cenário, criou em junho um Comitê Executivo de Contingência, vinculado à presidência, que adotou uma política de postergação deliberada de pagamentos para preservar a liquidez.

Ao todo, foram adiadas as seguintes obrigações:
  • INSS Patronal: R$ 1,44 bilhão;
  • Fornecedores: R$ 732 milhões;
  • Postal Saúde: R$ 545 milhões;
  • Tributos PIS/COFINS: R$ 457 milhões
  • Remessa Conforme: R$ 346 milhões;
  • Postalis: R$ 135 milhões.
A estatal informou que, nos nove primeiros meses de 2025, arrecadou R$ 16,94 bilhões, mas tinha obrigações de R$ 20,65 bilhões. Caso os pagamentos tivessem sido feitos no prazo, o déficit operacional estimado seria de R$ 2,77 bilhões, acima da capacidade de cobertura no período.

TSE rejeita suspensão de desfile em homenagem a Lula por unanimidade, mas ministros alertam para riscos de ilícitos eleitorais


Por unanimidade, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou as ações dos partidos Novo e Missão que tentavam impedir o desfile da Acadêmicos de Niterói, cujo enredo homenageia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os ministros entenderam que a proibição configuraria censura prévia, embora tenham apontado indícios de possíveis ilícitos eleitorais.

A escola, que estreia no Grupo Especial, levará à avenida o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. As legendas alegam propaganda eleitoral antecipada e pediam a proibição da participação de Lula no desfile, além do uso das imagens para fins eleitorais.

Relatora do caso, a ministra Estela Aranha afirmou que não há comprovação de irregularidade no momento e que eventuais ilícitos devem ser apurados após os fatos. A presidente do TSE, Cármen Lúcia, reforçou que a decisão não representa salvo-conduto, e que o processo seguirá em investigação pelo Ministério Público Eleitoral.

Corpo Técnico do TCE opina pela desaprovação das contas de 2021 após apontar irregularidades gravíssimas na gestão fiscal


O corpo técnico do Tribunal de Contas do Estado opinou pela desaprovação das contas anuais de 2021 da governadora Maria de Fátima Bezerra, após identificar um conjunto de irregularidades classificadas como gravíssimas e graves, sobretudo na área fiscal, na gestão de pessoal e no cumprimento de regras orçamentárias.

A manifestação conclusiva é enfática ao afirmar que os achados comprometem o equilíbrio das contas públicas e configuram descumprimento direto da Lei de Responsabilidade Fiscal. Entre os pontos considerados mais relevantes está a promoção, por iniciativa do Poder Executivo, de alterações na estrutura de carreiras e a concessão de vantagens remuneratórias que implicaram aumento de despesas com pessoal mesmo com o Estado já acima do limite legal. O relatório aponta afronta ao artigo 22 da LRF, que veda esse tipo de medida quando o ente ultrapassa o limite prudencial. A ocorrência foi classificada como irregularidade de natureza gravíssima.

Outro fator determinante para a opinião pela desaprovação foi a inscrição de R$ 586,2 milhões em restos a pagar não processados ao final do exercício, apesar de o Estado apresentar insuficiência de caixa superior a R$ 1,45 bilhão. Para os auditores, a medida descumpre o regramento fiscal ao assumir compromissos sem disponibilidade financeira, transferindo obrigações para exercícios seguintes e agravando o desequilíbrio estrutural das contas públicas. Também nesse caso, a classificação atribuída foi de irregularidade gravíssima.

A análise técnica ainda identificou falhas na gestão de recursos vinculados à educação. O Estado encerrou 2021 com superávit do Fundeb oriundo de 2020 no valor de R$ 10,5 milhões que não foi utilizado dentro do prazo legal. A situação descumpre o artigo 25, parágrafo 3º, da Lei nº 14.113/2020, que estabelece regras para aplicação dos recursos do fundo até o fim do exercício subsequente. Embora classificada como irregularidade grave de baixa materialidade, a ocorrência evidencia deficiência no planejamento e na execução orçamentária de recursos vinculados.

Também foram apontadas irregularidades nos repasses duodecimais aos demais Poderes e órgãos autônomos. Segundo o relatório, as transferências ocorreram em datas posteriores ao limite constitucional e apresentaram divergências em relação à programação financeira, ao cronograma mensal de desembolso e à dotação prevista na Lei Orçamentária Anual de 2021. Para a equipe técnica, o fato compromete o modelo de autonomia financeira assegurado pela Constituição e foi enquadrado como irregularidade grave.

Ao concluir a instrução, o corpo técnico afirma que, diante do conjunto dos achados — especialmente as ocorrências classificadas como gravíssimas na área de pessoal e na inscrição de despesas sem lastro financeiro — impõe-se a emissão de opinião técnica pela desaprovação das contas de 2021.

A manifestação ainda será analisada pelo relator do processo e posteriormente submetida ao Pleno do Tribunal, que emitirá parecer prévio a ser encaminhado à Assembleia Legislativa, responsável pelo julgamento político das contas. Diferentemente de 2020, quando o entendimento técnico não foi pela desaprovação em razão do contexto excepcional da pandemia, a análise de 2021 aponta que as falhas decorrem de decisões administrativas incompatíveis com as regras estruturais de responsabilidade fiscal.

Toffoli diz ter recebido dinheiro de fundo do Master pela venda de sua parte em resorte


A Polícia Federal solicitou ao ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), a suspeição e afastamento de Dias Toffoli da relatoria do processo que investiga as fraudes do Banco Master, a partir da constatação nos celulares do banqueiro Daniel Vorcaro de referências comprometedoras ao ministro. Mensagens periciadas pela PF teriam referências de pagamentos a Toffoli oriundos do Master.

O empresário Fabiano Zettel, primo de Vorcaro, e também investigado, faz referências a esses pagamentos em mensagens ao banqueiro. O próprio ministro também teria enviado mensagens mencionando pagamentos, mas de forma cifrada. Há informações dando conta de que um fundo ligado ao Master teria enviado repasses de Vorcaro ao ministro.

Porém, por meio de interlocutores, Toffoli explicou haver recebido dinheiro da Maridt, empresa da qual era sócio dos irmãos, por ter vendido sua participação no resorte Tayayá para um fundo ligado ao Banco Master.

A PF teria encontrado também várias conversas de Vorcaro com o ministro, que avocou o caso para o Supremo Tribunal Federal (STF) para assumir sua relatoria, como primeira medida, decretou “sigilo máximo?” das investigações.

Os achados da PF seriam tão graves e comprometedores que a PF optou por levar o material diretamente ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, e não ao ministro relator do caso, em razão de evidências de seu comprometimento e amizade pessoal com o banqueiro.

A PF também teria solicitado a abertura de três novos inquéritos no âmbito do STF para investigar pessoas com a chamada prerrogativa de foro ou “foro privilegiado”.

Em nota, o gabinete do ministro Dias Toffoli afirma que o pedido de suspeição formalizado pela PF é baseado em “ilações” e que a corporação não teria legitimidade para requerer sua suspeição.

Henrique Alves deixa o PSB e formaliza desfiliação após três anos no partido

                                                                                                                     Foto: Divulgação

O ex-deputado federal Henrique Eduardo Alves protocolou nesta quarta-feira (11) pedido de desfiliação do PSB no Rio Grande do Norte.

A formalização junto à Justiça Eleitoral está prevista para esta quinta-feira (12). Henrique disputou as eleições de 2022 pelo PSB, após migrar para a legenda em um movimento que, à época, foi associado à sua relação política com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, também filiado ao partido.

Os dois atuaram juntos como deputados federais constituintes durante o processo de redemocratização do País, vínculo que influenciou a escolha partidária do ex-parlamentar potiguar.

A saída ocorre em um momento de reorganização política no Rio Grande do Norte, com lideranças avaliando posicionamentos para o cenário eleitoral de 2026. Até o momento, Henrique Alves não informou qual será seu próximo destino partidário.

PF pede a Fachin afastamento de Toffoli após encontrar citações ao ministro em celular de Vorcaro

                                                                                                                  Foto: Divulgação

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, entregou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, informações do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que incluem menções ao ministro Dias Toffoli, relator na Corte do processo envolvendo a instituição financeira.

Não há detalhes sobre o conteúdo, que está sob sigilo. 

Após receber o material da PF, que pediu a suspeição de Toffoli, o presidente do STF encaminhou o documento para o ministro responder se há conflitos de interesse em sua atuação como relator da investigação do Master na Corte. Em nota, Toffoli nega qualquer irregularidade e diz que o pedido trata de “ilações”.

“O gabinete do Ministro Dias Toffoli esclarece que o pedido de declaração de suspeição apresentado pela Polícia Federal trata de ilações. Juridicamente, a instituição não tem legitimidade para o pedido, por não ser parte no processo, nos termos do artigo 145, do Código de Processo Civil. Quanto ao conteúdo do pedido, a resposta será apresentada pelo Ministro ao Presidente da Corte”, diz a nota.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Chuva derruba teto de UTI no Walfredo Gurgel e expõe caos na saúde do RN

                                                                                                                           Foto: Divulgação

Parte do teto da UTI G2 do Hospital Regional Walfredo Gurgel caiu nesta quarta-feira (11), em Natal, após as fortes chuvas que atingem a capital desde a madrugada. O hospital é a principal referência em atendimentos de urgência e emergência do Rio Grande do Norte. O caso foi confirmado por servidores da unidade, pelo Sindsaúde e pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).

Segundo relatos de funcionários, uma placa do forro do teto despencou sobre uma cama de paciente durante a manhã. Apesar do susto, não houve registro de feridos. O episódio reforça as críticas recorrentes sobre a estrutura antiga do hospital, alvo constante de denúncias por problemas físicos e de manutenção: “todo o prédio do hospital é velho feito gambiarra”.

Em nota, a Sesap confirmou que parte do forro de uma das UTIs cedeu em decorrência das chuvas. A pasta informou que dois pacientes precisaram ser transferidos para outras unidades, já que o espaço atingido ficará temporariamente interditado. Também foi comunicado que pacientes e equipamentos foram realocados dentro do próprio setor.

Absurdo: Gilmar vota para descriminalizar porte de cocaína para uso pessoal

                                                                                                                                Foto: Divulgação

O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu a descriminalização do porte de cocaína para consumo próprio. Ele manifestou sua posição durante voto em um recurso no qual a ré, acusada de tráfico de drogas em Encantado, no Rio Grande do Sul, foi processada pelo porte 0,8 grama de cocaína e 2,3 gramas de maconha.

Ao votar no Recurso Extraordinário 1.549.241, Gilmar disse que o porte dessa quantidade de droga não tem ofensividade suficiente para justificar a atuação penal. “A ofensividade da conduta do recorrente é tão irrisória que fica descartada a possibilidade de um risco de dano ao bem jurídico tutelado pela norma jurídico-penal”, declarou, durante o julgamento.

Como a denúncia contra a mulher avançou, a Defensoria Pública do Rio Grande do Sul levou o caso ao STF, argumentando que os volumes apreendidos caracterizam uso próprio, não tráfico.

Gilmar citou o recente julgamento do STF que descriminalizou o porte de até 40 gramas de maconha ou de até seis pés da planta. Para ele, embora o Tema 506, votado em junho de 2024, tenha se concentrado na maconha, os fundamentos estabelecidos pela Corte podem ser estendidos a outras drogas, desde que as circunstâncias sejam equivalentes.

Propaganda eleitoral antecipada: Desfile pró-Lula vira alerta no Planalto e já provoca ofensiva jurídica antes do Carnaval

                                                                                                                               Foto: Divulgação

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) admitem, nos bastidores, preocupação com possíveis impactos jurídicos do desfile que vai homenageá-lo no Carnaval. A avaliação dentro do governo e entre setores do Judiciário é de que o evento pode acabar sendo interpretado como propaganda eleitoral antecipada, abrindo espaço para questionamentos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O temor ganhou força diante de precedentes recentes, como a decisão que tornou Jair Bolsonaro inelegível após entendimento de uso político de estruturas oficiais. Integrantes do governo avaliam que qualquer leitura semelhante pode gerar desgaste em um momento considerado sensível do calendário pré-eleitoral, motivo pelo qual o tema passou a ser monitorado de perto por ministros e assessores do Planalto.

A pressão aumentou após o partido Novo acionar o TSE contra Lula, o PT e a escola de samba Acadêmicos de Niterói, responsável pelo enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. A sigla argumenta que a homenagem ultrapassa o caráter cultural e pede multa milionária, alegando que o desfile funcionaria como peça de pré-campanha.

Paralelamente, a senadora Damares Alves também levou questionamentos ao Ministério Público Eleitoral, citando trechos do samba que, segundo ela, promoveriam o presidente e atacariam adversários políticos. A parlamentar ainda apontou o uso de recursos públicos e a transmissão em TV aberta como fatores que poderiam agravar a discussão jurídica.

Apesar das ações, decisões recentes têm freado tentativas de barrar repasses e suspender iniciativas ligadas ao desfile. Mesmo assim, o assunto segue no radar do governo, especialmente diante da futura composição do TSE e do receio de que um evento festivo acabe se transformando em novo foco de desgaste político para o Planalto.

Raios atingem subestação em Ceará-Mirim e deixam 18 mil imóveis sem energia na madrugada


Dois raios atingiram parte da subestação elétrica da Neoenergia Cosern em Ceará-Mirim, na Região Metropolitana de Natal, durante a madrugada desta quarta-feira (11). Com o impacto, cerca de 18 mil unidades consumidoras ficaram sem energia por aproximadamente uma hora.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento de uma forte descarga elétrica. Nas imagens, é possível ouvir o barulho intenso do trovão e, em seguida, ver o clarão provocado pelo raio, que iluminou o céu da região.

De acordo com a Neoenergia Cosern, as chuvas vieram acompanhadas de rajadas de vento e descargas atmosféricas. Entre a quarta e a quinta-feira da semana passada, cerca de 4.700 raios atingiram o Rio Grande do Norte em menos de 24 horas, segundo dados divulgados pela distribuidora.

Após a ocorrência em Ceará-Mirim, a empresa informou que ativou o Plano de Contingência para eventos climáticos e ampliou o número de equipes técnicas em campo para agilizar o restabelecimento do serviço e atender possíveis novas demandas.

A distribuidora também reforçou orientações de segurança durante períodos de chuva e raios. A recomendação é não se aproximar de fios caídos, evitar contato com estruturas metálicas durante descargas elétricas e desconectar aparelhos da tomada para prevenir danos. Em caso de cabos sobre veículos, a orientação é permanecer dentro do carro até a chegada do socorro especializado.

TCE suspende lei que fixou subsídios de vereadores de São Fernando


O Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE-RN) determinou a suspensão imediata da eficácia da Lei Municipal nº 0909/2023, do município de São Fernando, que estabeleceu os subsídios dos vereadores para a legislatura 2025-2028. A decisão foi tomada pela Segunda Câmara da Corte, no julgamento do Processo nº 001603/2025-TC, sob relatoria do conselheiro Gilberto Jales.

A medida cautelar foi concedida após representação apresentada pela Diretoria de Controle de Pessoal e Previdência do Tribunal. O órgão apontou que o subsídio do presidente da Câmara Municipal teria sido fixado acima do teto previsto no art. 29, inciso VI, da Constituição Federal.

Com população estimada em 3.606 habitantes, São Fernando se enquadra na faixa em que o subsídio máximo dos vereadores deve corresponder a 20% do valor recebido pelos deputados estaduais. Atualmente, o subsídio dos parlamentares estaduais do Rio Grande do Norte é de R$ 34.774,64, o que fixa o limite para os vereadores do município em R$ 6.954,92.

A lei municipal definiu o subsídio dos vereadores em R$ 6.954,80, R$ 0,13 abaixo do teto, e incluiu acréscimo de 20% como verba de representação para o presidente da Câmara. Embora o Legislativo municipal tenha informado que essa verba não foi paga e que analisaria a revogação do dispositivo, o relator considerou que a manutenção da norma em vigor preserva o risco de efeitos financeiros incompatíveis com a Constituição.

O Ministério Público de Contas manifestou-se favoravelmente à concessão da cautelar, apontando a presença dos requisitos legais do fumus boni iuris (plausibilidade jurídica) e do periculum in mora (risco de dano), entendimento acolhido pelo relator.

Rogério Marinho afirma que Governo de Rui Costa foi responsável lançar Banco Master e relação direta com PT


Um esquema de consignado jamais visto do Brasil; salário de R$ 1 milhão a um “ministro medíocre”; reuniões fora da agenda com o presidente da República. A relação entre o Banco Master e o PT está clara, pelo menos, na visão do senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Congresso, e que nesta semana voltou a cobrar uma CPMI para investigar o caso.

Em entrevista a própria TV Senado, Rogério Marinho afirmou que a “gênese” do Banco Master teria começado na Bahia e relacionou a origem do modelo de negócios do banco a decisões tomadas quando o ministro Rui Costa (Casa Civil) era governador do estado. No relato, Marinho disse que o caso é “complexo” e que há uma história “que precisa ser contada à sociedade brasileira”, defendendo que um grupo de trabalho e futuras apurações detalhem a evolução do banco e suas conexões políticas.

Segundo o senador, o ponto de partida foi a venda de uma estatal baiana voltada a cestas básicas para funcionários, em uma operação que ele estimou em R$ 15 milhões, para um sócio que ele identifica como Augusto Lima. Marinho afirmou que, “ato contínuo”, o mesmo empresário teria vendido 50% do negócio por R$ 30 milhões, mantendo parte do controle, e disse que o governo baiano teria transformado a operação em “mina de ouro” ao migrar o foco de alimentos para crédito consignado, com expansão do acesso aos servidores.

Na sequência, Marinho sustentou que o modelo se espalhou pelo país e teria servido de base para a formação do Banco Master. Ele também alegou que, “a pedido do PT da Bahia”, o banco teria contratado o ex-ministro Guido Mantega por R$ 1 milhão por mês, e que um ex-ministro do STF teria recebido consultoria de R$ 350 mil mensais, citando esses valores como indícios de uma relação “promíscua” entre o PT e o banco, nas palavras do senador.

O parlamentar ainda disse ter havido uma reunião “fora de agenda” envolvendo o presidente Lula, o então diretor de Política Monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo, o ministro Rui Costa, o empresário Daniel Vorcaro e Mantega, apontando o encontro como elemento que, na visão dele, precisa ser esclarecido. Marinho afirmou que o presidente teria “memória seletiva” ao dizer que “nunca antes” um banco foi liquidado ou investigado e defendeu que o Parlamento leve “luz” ao caso.

Ao ampliar o ataque político, Marinho classificou como “redundância” falar de corrupção e PT e citou episódios como mensalão, petrolão e Greenfield, além de voltar a criticar a narrativa, que atribuiu ao partido, sobre desvios no INSS. Para o senador, o PT estaria tentando “desviar a atenção do que está por vir”, e ele defendeu que investigações avancem para esclarecer vínculos e responsabilidades.

Secretário de Allyson teve R$ 57,5 mil em maços de dinheiro apreendidos pela PF

                                                                                                                 Foto: Divulgação

Maços de dinheiro foram encontrados em diferentes cômodos da casa dele em Mossoró. No primeiro quarto, a Polícia Federal se deparou com uma quantia que o investigado atribuiu à sua mãe.

O auto de apreensão descreve que no quarto e no closet de Almir Mariano, que estava com o namorado na hora da ação da PF, foram encontrados R$ 6,8 mil na mochila do namorado.

Distribuídos entre pertences, mochilas e gavetas, a PF achou mais R$ 50.700,00. No total foram 57.500,00 apreendidos na casa do secretário de Allyson.

Os agentes da PF também fizeram registro de seringas, ampolas, medicamentos e três veículos que estavam na casa de Almir Mariano, uma BMW X1, de propriedade do secretário; Uma Triton L-200, apontada como de propriedade do namorado de Almir e uma Mitsubishi L200 Triton, pertencente à Ufersa, da qual Almir é professor.

Almir Mariano é apontado pela PF como peça fundamental na engrenagem administrativa que permitiu a continuidade dos desvios de recursos na saúde de Mossoró.

Governo Lula paga R$ 1,69 bilhão em emendas de anos anteriores e bate recorde no início de 2026


O governo do presidente Lula pagou R$ 1,69 bilhão em emendas parlamentares nos dois primeiros meses de 2026, valor recorde para o início de ano desde o início da série histórica, em 2016. Os recursos se referem exclusivamente a empenhos de exercícios anteriores.

No mesmo período de 2025, o Executivo havia liberado R$ 634,53 milhões em emendas. Até então, o maior montante registrado para o início de um ano havia ocorrido em 2021, quando foram pagos R$ 769 milhões.

Os dados constam no portal Siga Brasil, sistema mantido pelo Senado Federal que consolida informações sobre execução orçamentária, incluindo o pagamento de emendas parlamentares.

Em 2026, por se tratar de ano eleitoral, o governo federal é obrigado a executar ao menos 65% das emendas individuais e de bancada estadual até o fim de junho. A exigência foi incluída na Lei de Diretrizes Orçamentárias deste ano.

A legislação, no entanto, permite que o Executivo continue realizando pagamentos de emendas destinadas a obras cuja liberação tenha ocorrido antes do período eleitoral, mesmo durante o calendário das eleições.

Para 2026, o Orçamento Geral da União prevê um total de R$ 49,9 bilhões em emendas parlamentares. Até o momento, apenas R$ 300 mil foram empenhados e nenhum valor referente a emendas do exercício atual foi efetivamente pago.

Chapa de Álvaro Dias e Babá Pereira articula aliança com outros cinco partidos

                                                                                                                                  Foto: Divulgação

O presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn), Babá Pereira, afirmou que a chapa liderada pelo ex-prefeito de Natal Álvaro Dias está em fase de articulação para ampliar o arco de alianças partidárias, e a expectativa é criar novas alianças com mais cinco partidos. São eles: Republicanos, Podemos, PL, PSDB e o NOVO. Babá também mencionou que o vice-presidente da entidade, José Augusto de Freitas Rêgo, deve apoiá-lo. A declaração foi dada durante entrevista ao programa Dê o Play, da Jovem Pan Natal, do grupo Dial.

“Estamos fechando as conversas com os partidos. Esperamos que esteja nesse arco de alianças o Republicanos, o Podemos, o PL e o PSDB. Tem o novo também”, afirmou.

Babá Pereira também falou sobre o cenário interno da Femurn e destacou que deverá contar com o apoio do vice-presidente da entidade, José Augusto de Freitas Rêgo, atual prefeito de Porto Alegre, quando este assumir a presidência da federação. Segundo Babá, apesar de José Augusto ser filiado ao União Brasil, não há divergência política entre eles.

“Pelo vínculo de amizade que a gente tem, pela proximidade, naturalmente José Augusto e Marco Aurélio Rêgo estarão ao nosso lado nessa pré-campanha”, afirmou.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Fim da escala 6×1 pode ameaçar até 640 mil empregos, reduzir produtividade e causar impacto no PIB, mostra estudo


Reduzir a jornada dos trabalhadores de 6X1 para 5X2 pode ser prejudicial para fatores já ameaçados da economia nacional. Em meio à possibilidade de o fim da escala mais longa avançar no Congresso Nacional, estudos mostram que a redução pode ameaçar empregos e a produtividade no Brasil.

Um levantamento do CLP (Centro de Liderança Pública) aponta que até 640 mil empregos podem ser perdidos caso a jornada semanal seja reduzida de 44 para 40 horas.

O comércio aparece como o setor mais afetado. Segundo o CLP, a produtividade dos trabalhadores do segmento cairia 1,3%, o que, na prática, significaria a eliminação de cerca de 164 mil vagas.

Em seguida, aparecem os setores da construção civil e da agropecuária, com possíveis cortes de 45 mil e 28 mil empregos, respectivamente.

Especialistas alertam que a proposta de reduzir a jornada sem corte proporcional de salários tende a elevar o custo do trabalho em um cenário já marcado por baixa produtividade.

“Como a PEC 6×1 propõe a manutenção do salário com redução abrupta da carga de trabalho, o custo do trabalho vai aumentar muito. Com a produtividade estruturalmente baixa, isso gera um choque negativo na produtividade do trabalho, com efeito colateral no crescimento do PIB [Produto Interno Bruto]”, afirma o economista-chefe da ARX, Gabriel Barros.

Kátia Pires rompe com União Brasil e fecha com Álvaro Dias

                                                                                                                     Foto: Divulgação

Prego batido e ponta virada. A vice-prefeita de Parnamirim, Kátia Pires, abriu dissidência dentro do União Brasil — partido comandado no Rio Grande do Norte pelo ex-senador José Agripino Maia — e declarou apoio ao projeto político do ex-prefeito de Natal e pré-candidato ao governo, Álvaro Dias.

O movimento foi consolidado após encontro político com Álvaro e com o candidato a vice-governador Babá da FEMURN, selando o alinhamento e marcando novo posicionamento da vice-prefeita no tabuleiro estadual.

A decisão repercute nos bastidores, por representar um gesto de ruptura dentro da sigla e reforçar o palanque de Álvaro Dias, que segue ampliando apoios e costurando alianças rumo à disputa pelo Governo do Estado.

Macaíba entrega nova sede do 11º Batalhão da PM com estrutura ampla e moderna

                                                                                                                                                    Foto: Luan Alves

Macaíba inaugurou neste sábado (7) a nova sede do 11º Batalhão de Polícia Militar (11º BPM), localizada no bairro Alfredo Mesquita, próxima à Praça da Juventude. O espaço ocupa uma área de 709,10 m² em um terreno total de 2.589,98 m², com estrutura moderna e ampla, projetada para valorizar os profissionais e fortalecer a atuação da corporação na segurança da população.

O investimento total foi de R$ 1.262.454,20, sendo R$ 1,1 milhão provenientes de emenda parlamentar do senador Styvenson Valentim e o restante como contrapartida da Prefeitura de Macaíba. “Estamos inaugurando o mais moderno e amplo batalhão do Estado, uma entrega histórica, ao lado do senador Styvenson, esse grande parceiro. Isso é valorização da Polícia Militar. Somos a primeira gestão municipal a investir em segurança, o nosso COISP é resultado desse trabalho e já somos referência”, destacou o prefeito Emídio Júnior.

A nova sede conta com alojamentos para guardas, praças e oficiais; oito banheiros individuais e coletivos; refeitório; dormitórios masculino e feminino; vestiários; salas de instrução, de armamento e administrativas. A área externa possui capacidade para 22 vagas de estacionamento. Segundo a Prefeitura, a mudança representa um avanço em relação à antiga sede, alugada por mais de duas décadas e com infraestrutura limitada.

Em 2025, Macaíba foi escolhida como base de apoio do Projeto Território Seguro, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, e conquistou destaque nacional no ranking do Centro de Liderança Pública (CLP), ficando em 4º lugar no Rio Grande do Norte, 8º no Nordeste e 101º entre 5.569 municípios brasileiros, superando cidades como Salvador, Recife e Fortaleza.

Estiveram presentes na inauguração vereadores locais, incluindo Érika Emídio, Denilson Gadelha e Ana Catarina, além dos prefeitos Carlinhos (Jardim de Angicos), Leandro (Canguaretama), Fernandinho (Acari) e Berg (Bento Fernandes).

Última mensagem de Fátima à Assembleia reúne balanço de gestão e recados sobre sucessão no RN

                                                                                                                          Foto: Divulgação

A governadora Fátima Bezerra (PT) apresentou, nesta terça-feira (10), na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN), a leitura anual da gestão estadual, com foco em infraestrutura, segurança hídrica, equilíbrio fiscal e geração de empregos. O pronunciamento reuniu autoridades dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e foi transmitido pela TV Assembleia e redes sociais.

Após dois mandatos consecutivos, Fátima adotou um tom de defesa do legado da gestão, rebateu críticas à condução econômica, exaltou avanços na área da saúde e fez críticas diretas a entraves institucionais enfrentados pelo governo — em especial no processo de relicitação do Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante. O pronunciamento ocorre em um momento em que a governadora é apontada como prioridade do PT para disputar o Senado, o que exigiria sua saída do cargo até o início de abril.

Ao tratar da política de incentivos fiscais, Fátima afirmou que encontrou um Estado “de ladeira abaixo” e atribuiu a perda de competitividade do Rio Grande do Norte a um modelo que, segundo ela, havia se esgotado. A governadora citou o antigo Programa de Apoio ao Desenvolvimento Industrial (Proadi) e destacou a aprovação de um novo marco, construído com o setor produtivo e aprovado por unanimidade na Assembleia. No discurso, fez elogios ao secretário estadual da Fazenda e pré-candidato ao governo, Cadu Xavier, e ao Parlamento pela condução do debate.

Na área da saúde, a governadora reconheceu desafios persistentes, mas afirmou que a atual rede representa “avanços civilizatórios” em relação ao cenário encontrado no início da gestão. Como exemplo, citou a ampliação do número de leitos de UTI, que teria passado de cerca de 170 para mais de 330, e a interiorização desses serviços. “Isso aqui não é discurso, é vida”, afirmou, ao mencionar a implantação de leitos em regiões que, segundo ela, passaram anos sem assistência intensiva.

Um dos trechos de maior carga política do discurso foi a crítica ao processo de relicitação do aeroporto de São Gonçalo do Amarante. Fátima afirmou que o Estado passou três anos à espera da solução e atribuiu o atraso a entraves no âmbito federal, com menção ao Tribunal de Contas da União e ao então ministro de Infraestrutura, Tarcísio de Freitas. Segundo a governadora, o impasse só foi superado após o retorno do presidente Lula ao Palácio do Planalto.

O discurso também teve tom pessoal. Fátima disse nunca ter se guiado por interesses individuais na vida pública e reforçou a ideia de compromisso com projetos coletivos, em uma sinalização que dialoga diretamente com o debate sobre sua permanência ou não no governo até o fim do mandato.

A leitura da mensagem ocorre em um contexto político sensível. Caso a governadora deixe o cargo para disputar o Senado e o vice-governador Walter Alves mantenha a decisão de não assumir o Executivo, o Estado poderá enfrentar uma situação inédita de vacância, com a necessidade de um mandato-tampão até o fim da gestão.

O RN não merece uma ‘Rosalba” com chapéu de couro na governadoria

                                                                                          Foto: Divulgação

O Rio Grande do Norte não precisa de uma “Rosalba” de chapéu de couro na governadoria. A situação financeira do Estado é grave e carece de um gestor capacitado, com visão de futuro, coragem de adotar medidas impactantes e estratégicas. Certamente essa pessoa não é o prefeito de Mossoró e pré-candidato ao governo do Estado, Alysson Bezerra (UB), cujo principal talento é fazer “munganga”, nas redes sociais para vender a imagem de “bom gestor”, driblando a boa fé de uma expressiva parcela da população que se deixa manipular mais facilmente.

O publicitário João Maria Medeiros, um dos talentos do marketing político potiguar, em recente artigo publicado no portal Saiba Mais, sob o título “As aparências enganam”, definiu bem que o Allysson das redes sociais é outro totalmente diferente do real, daquele que usa a internet para enganar a opinião pública:

“Para quem vive a realidade mossoroense e conhece de perto o menino do chapéu de couro, sabe, por exemplo, que ser contrário as oligarquias foi meramente discurso, aquela disposição para encantar e adoçar os ouvidos de quem sonhava e desejava algo realmente novo e diferente. Para buscar ser candidato a apenas seis meses de ter vencido uma eleição, o prefeito se aliou a uma das mais combatidas oligarquias que se perpetuaram por anos no estado, os Maia. O ex-senador José Agripino Maia é o fiel avalizador da pré-candidatura do prefeito de Mossoró”, explica o publicitário.

53% não acreditam que Lula faria um governo melhor, se reeleito


Os números da pesquisa Real Time Big Data divulgados nessa segunda-feira (9) até indicam a liderança do presidente Lula (PT) na corrida presidencial, mas expõem 53% dos brasileiros discordando de que o petista fará um governo melhor, se for reeleito em outubro. Estes eleitores ainda discordam que Lula tenha herdado problemas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e estaria “arrumando a casa” no atual governo. Apenas 38% concordam.

A pesquisa registra que 60% dos eleitores discordam que o Brasil está no caminho certo, no atual momento. Tal afirmação sobre o rumo correto tem a concordância de apenas 38% dos entrevistados. Entre os eleitores de Lula, a concordância atinge 83%. E a discordância varia entre 69% e 96% entre os eleitores de pré-candidatos da oposição.

Outra conclusão relevante foi de que, para 74%, a vida do brasileiro não melhorou, mesmo após dez anos com quatro presidentes diferentes: Dilma Rousseff (PT), Michel Temer (MDB), Bolsonaro e Lula. Somente 23% discordaram, sinalizando melhoras.

A Real Time Big Data também mostrou que 51% discordam que Jair Bolsonaro foi o melhor presidente que Lula e não pôde fazer mais por causa da pandemia e de um sistema que não o deixava governar. Outros 48% concordaram com a afirmação de que o antecessor do petista governou melhor.

A afirmação de que o Brasil precisa superar a polarização entre Lula e Bolsonaro obteve apoio de 55% dos brasileitos ouvidos pela pesquisa; e a discordância de 41%.

Flávio Bolsonaro monta time econômico e acena ao mercado


Pré-candidato à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) iniciou a montagem do núcleo econômico de sua campanha com nomes que integraram o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Entre os escolhidos estão Gustavo Montezano, ex-presidente do BNDES, e Adolfo Sachsida, ex-ministro de Minas e Energia. Os economistas participaram de encontros de Flávio com investidores e empresários em São Paulo.

Em meados de dezembro, o anúncio da intenção de Flávio de disputar o Palácio do Planalto provocou a maior queda do Ibovespa em um único dia desde 2021. À época, investidores aguardavam que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), fosse o nome apoiado por Jair Bolsonaro na corrida presidencial.

Flávio Bolsonaro tem defendido uma agenda econômica pró-mercado, com foco no equilíbrio fiscal e na redução da taxa de juros. Segundo ele, o ajuste das contas públicas ocorreria sem aumento da carga tributária.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Prefeito Emídio capta recursos para Macaíba!


O deputado João Maia anunciou com entusiasmo a confirmação de recursos destinados à revitalização de praças, parques e melhorias na saúde do município de Macaíba. O encontro, que reuniu importantes figuras políticas, contou com a presença do prefeito Emídio, que expressou sua gratidão pela parceria e pelo comprometimento do deputado com o desenvolvimento local.

Ao lado do prefeito, estavam a vice-prefeita Raquel Rodrigues, as vereadoras Érika Emídio e Ana Catarina, além da engenheira Monalisa Lira, que serão fundamentais na implementação dos projetos. O investimento anunciado promete não apenas embelezar a cidade, mas também melhorar a qualidade de vida dos moradores, oferecendo mais opções de lazer e infraestrutura adequada na área da saúde.

João Maia destacou a importância de trabalhar em conjunto para atender as demandas da população, reafirmando seu compromisso com Macaíba. Com essas ações, espera-se que a comunidade sinta um impacto positivo nos próximos meses, refletindo a união de esforços entre o poder público e a sociedade.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

CPMI avança contra Lulinha e vota quebra de sigilos em meio a investigação sobre escândalo no INSS

                                                                                                         Foto: Divulgação

A CPMI que investiga irregularidades no INSS retomou os trabalhos com força total após a reabertura do ano legislativo e já analisa a quebra de sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O pedido integra um pacote com mais de 40 requerimentos apresentados logo nas primeiras horas, sendo doze assinados pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL).

Lulinha passou a ser alvo direto da comissão ainda no ano passado, quando parlamentares da esquerda se mobilizaram para barrar sua convocação. Mesmo assim, o relator insistiu nas medidas e voltou a protocolar pedidos para aprofundar a apuração sobre a suposta ligação dele com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como figura central no esquema investigado.

Além do filho do presidente, a CPMI também pretende ampliar o foco das investigações sobre a família do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, citado em outro episódio considerado sensível dentro das apurações. Parlamentares classificam o cenário como um “caldeirão de escândalos”, com desdobramentos políticos e financeiros.

As oitivas devem ser retomadas na próxima quinta-feira (5), com depoimentos previstos de Daniel Vorcaro, Maurício Camisotti, da Total Health, e Gilberto Waller Junior, ligado ao INSS. A expectativa é que a comissão avance na coleta de informações e defina novos alvos à medida que os trabalhos evoluam.

BC esconde dados de reuniões entre Moraes e Galípolo e gera nova crise sobre transparência


O Banco Central se recusou a divulgar informações sobre encontros entre o presidente da instituição, Gabriel Galípolo, e o ministro do STF Alexandre de Moraes, alegando riscos à segurança da sociedade e do Estado. O órgão afirmou ainda que não registra discussões ocorridas em reuniões com “altas autoridades da República”, mesmo após pedidos feitos via Lei de Acesso à Informação (LAI).

A decisão contrasta com declarações públicas do próprio Galípolo, que em dezembro afirmou ter documentado todas as ações, reuniões e comunicações relacionadas ao caso Banco Master — instituição cujo negócio com o BRB foi barrado pelo BC. Moraes teria procurado o dirigente ao menos quatro vezes durante o período em que a operação estava sob análise do regulador.

Os pedidos de acesso incluíam listas de encontros presenciais, ligações e contatos virtuais entre março e dezembro de 2025, além de eventuais registros em atas ou documentos oficiais. Todos foram negados. O BC também citou a Lei Magnitsky, usada pelo governo Donald Trump contra o ministro, como justificativa para manter sigilo sobre as agendas.

Para especialistas em transparência, a ausência de registros é preocupante e prejudica o controle público sobre decisões sensíveis. Fontes relataram que Moraes teria defendido a aprovação do negócio envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, enquanto o ministro nega qualquer pressão sobre o Banco Central.

Tribunal de Contas barra reajuste salarial do Executivo em São Gonçalo do Amarante


O Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE-RN) suspendeu, por meio de medida cautelar, os efeitos da Lei Municipal nº 14/2024, do município de São Gonçalo do Amarante, que estabelecia novos valores salariais para o prefeito, o vice-prefeito e os secretários municipais no período de 2025 a 2028.

A decisão foi relatada pelo conselheiro Antonio Ed Souza Santana e aprovada nesta terça-feira, durante sessão ordinária da Segunda Câmara do TCE-RN. O entendimento da Corte é de que a norma foi publicada fora do prazo permitido pela legislação eleitoral e fiscal.

Segundo a análise técnica, a Câmara Municipal deveria ter publicado a lei até 3 de julho de 2024, data-limite para esse tipo de medida em ano eleitoral. No entanto, a publicação oficial ocorreu apenas em 2 de agosto de 2024, já dentro do período de vedação previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

De acordo com o relator, a LRF proíbe a criação ou o aumento de despesas com pessoal nos 180 dias anteriores ao fim do mandato. Para o Tribunal, a publicação da lei é etapa essencial do processo legislativo, sendo o ato que formaliza juridicamente a criação da despesa. Assim, ainda que os novos subsídios fossem pagos apenas na gestão seguinte, a publicação fora do prazo legal compromete a validade da norma.

Levantamento aponta compra de quase 8 milhões de comprimidos para hipertensão pela Prefeitura de Mossoró em 2025

                                                                                                                    Foto: Divulgação

Um levantamento do Diário do RN, com base em dados do Portal da Transparência, indica que a Prefeitura de Mossoró adquiriu, ao longo de 2025, cerca de 8 milhões de comprimidos de medicamentos utilizados no tratamento da hipertensão arterial. O volume se refere exclusivamente à quantidade física de unidades compradas, sem relação direta com os valores financeiros empenhados pelo Município.

De acordo com a apuração, o total registrado soma 7.588.000 comprimidos, incluindo fármacos amplamente utilizados na rede pública de saúde. A compra elevada de medicamentos, aliada à entrega parcial ou à ausência de entrega dos produtos, figura entre os elementos que fundamentam a investigação da Polícia Federal na operação Mederi, deflagrada na última terça-feira (27), com cumprimento de mandados, inclusive na residência do prefeito Allyson Bezerra (UB), além de outros municípios.

O quantitativo comprado representa uma média superior a 20 mil comprimidos por dia ao longo do ano. Em uma estimativa simplificada, considerando o uso diário de um comprimido por paciente, o volume poderia atender aproximadamente 20 mil pessoas de forma contínua, embora, na prática, muitos pacientes utilizem combinações de dois ou mais medicamentos.

Ainda conforme os registros do Portal da Transparência, os medicamentos foram fornecidos pela DISMED Distribuidora, empresa contratada para o abastecimento da rede municipal de saúde. O nome da distribuidora aparece citado na investigação conduzida pela Polícia Federal em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), que apura contratos administrativos na área da saúde em municípios do Rio Grande do Norte, incluindo Mossoró.

Nos autos que embasaram a operação, a Polícia Federal descreve práticas classificadas como “faturamento fantasma”, caracterizadas pelo “pagamento sem entrega” ou pela entrega de produtos em quantidade incompatível com os valores pagos. Segundo a PF, em alguns contratos sob investigação, houve “o empenho, a liquidação e o pagamento integral das notas fiscais, mas os produtos não eram entregues ou eram entregues em quantidades irrisórias”.

“Careca do INSS” ostentava amizade com Lulinha para conseguir negócios


Um ex-funcionário do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, afirmou que o empresário costumava ostentar uma suposta relação com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ao tratar com fornecedores e parceiros comerciais. O relato foi publicado pela coluna do jornalista Tácio Lorran, no Metrópoles, e é a primeira entrevista do ex-funcionário à imprensa, segundo a publicação.

De acordo com o depoimento, o lobista mencionava “abertamente” o nome de Lulinha em reuniões e conversas de negócios. “Antonio falava abertamente sobre o filho do rapaz… Fábio Lula da Silva”, disse o ex-funcionário, que relatou ainda gestos e referências ao “filho” durante encontros com parceiros e em reunião de diretoria.

A testemunha, apontada pela coluna como peça-chave da Polícia Federal nas investigações da Operação Sem Desconto — que apura a chamada “Farra do INSS” revelada pelo Metrópoles — também afirmou ter ouvido do lobista a existência de pagamentos regulares a Lulinha. Em resposta enviada por escrito, o ex-funcionário disse que Antunes teria mencionado uma “mesada de 300 mil” e que teria “antecipado 25 milhões”, sem detalhar a moeda, vinculando os valores ao “Projeto Amazônia” e a um “Projeto Teste de Dengue”. No mesmo relato, a testemunha diz que o lobista afirmou encontrar Lulinha em São Paulo e no Distrito Federal.

O texto do Metrópoles afirma que Lulinha é citado como possível sócio oculto de Antunes em negócios na área da saúde que seriam realizados junto ao governo federal, incluindo tratativas para fornecimento de cannabis em larga escala ao Ministério da Saúde. A coluna também relata que a Polícia Federal obteve diálogos em que o lobista teria feito transferências, incluindo R$ 1,5 milhão para Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha e alvo de uma fase recente da operação, com indicação de que parte do dinheiro seria para “o filho do rapaz”.

Segundo a publicação, a PF aponta Roberta Luchsinger como núcleo político ligado ao lobista e diz que ela manteve relações com ele mesmo após a deflagração da primeira fase da operação, em abril de 2025. A coluna ainda menciona registros e mensagens que situariam o lobista e Luchsinger em agendas no Ministério da Saúde, além de informações sobre entrega de encomenda para endereço associado à família de Lulinha e uma viagem em que os dois teriam voado juntos de Guarulhos a Lisboa, em novembro de 2024. Procurado anteriormente, Fábio Luís declarou desconhecer o assunto e negou proximidade com o lobista; a defesa de Luchsinger, segundo o Metrópoles, disse que houve apenas tratativas iniciais no mercado de canabidiol, que não prosperaram, e negou envolvimento na fraude do INSS.

Ezequiel confirma eleição indireta com voto aberto e não descarta assumir governo

                                                                                                                            Foto: Divulgação

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, Ezequiel Ferreira (PSDB), confirmou nesta terça-feira 3 que a eleição indireta para o Governo do Estado será realizada com voto aberto – ou seja, o público saberá em qual candidato cada deputado votou.

A eleição indireta está prevista para acontecer na Assembleia Legislativa até abril, diante das renúncias anunciadas da governadora Fátima Bezerra (PT) e do vice-governador Walter Alves (MDB) antes do fim do mandato. Como pretendem ser candidatos no pleito de outubro, Fátima e Walter precisam deixar os cargos até 4 de abril de 2026.

“A eleição se daria aqui na Assembleia com o voto aberto. Eu já defini que o voto seria aberto”, afirmou Ezequiel, em conversa com jornalistas na abertura dos trabalhos legislativos em 2026.

Ezequiel também não descartou assumir o governo temporariamente no intervalo entre as renúncias e a eleição dos sucessores. Segundo a Constituição, nesse período, o governo deve ser exercido pelo presidente da Assembleia Legislativa ou pelo presidente do Tribunal de Justiça – atualmente, o desembargador Ibanez Monteiro. Ele, no entanto, afirmou que essa discussão só irá acontecer se forem confirmadas as renúncias.

“Ou assumo eu para fazer a eleição ou assume o presidente do Tribunal de Justiça para fazer a eleição. Mas tudo isso nós estamos em conjectura. Porque não existe a vacância ainda. Portanto, sem a vacância não tem eleição. Só tem eleição com a dupla vacância”, declarou o presidente da Assembleia.