terça-feira, 19 de agosto de 2025

Câmara abre processo de cassação de vereadora do PT após “Rolé Vermelho"


Na segunda-feira (18), Matheus Faustino (União Brasil), protocolou um pedido de cassação do mandato da vereadora Brisa Bracchi (PT). Nesta terça-feira (19), por 23 votos a três, a Câmara de Natal aprovou a abertura do processo de cassação.

Faustino acusa Brisa de uso de emendas parlamentares para “autopromoção e questões politicas”. O caso em questão envolve a festa ‘Rolé Vermelho’, divulgada pela vereadora desde o dia 18 de julho, data em que a PF (Polícia Federal) fez uma operação contra o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL).

Faustino alega que os banners do evento levavam no subtítulo a frase ‘Bolsonaro na cadeia’, configurando como uma festa político-partidária. “Cada vereador tem R$ 1 milhão em emendas, fora o salário, se a gente banaliza esse uso, vamos abrir precedentes muito duros na casa”.

No pedido de cassação, Faustino alega que Brisa destinou R$ 18 mil de emenda impositiva à festa. Desses, R$ 15 mil foram pagos à cantora Khrystal e banda; R$ 2.500,00 à banda Skarimbó; e R$ 500,00 ao DJ Augusto.

“Além disso, o mesmo evento contou com R$ 31 mil destinados pela ex-vereadora Ana Paula (Solidariedade) para contratação da cantora Tanda Macedo, elevando os gastos totais da festa a R$ 49 mil”, segundo consta no pedido de cassação.

Faustino explica ainda que foram apresentados dois pedidos: a abertura de processo de cassação e o processo ético-parlamentar. “Mesmo que Brisa não seja cassada, ainda sim, ela corre o risco de uma suspensão”, afirma o vereador do União Brasil.

Nas redes sociais, Brisa tem recebido o apoio de políticos de esquerda, estudantes e artistas. “É dolorido, mas tem chegado muita solidariedade, muita gente falando sobre isso. A turma da cultura está saindo muito na minha defesa, no sentido de que a cultura não é neutra”, afirma Brisa.


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