O Forte dos Reis Magos, em Natal, é considerado o marco inicial da capital potiguar. Apesar de sua importância histórica, o monumento tem desafios que podem comprometer a experiência de visitantes interessados em conhecer a história do Rio Grande do Norte a partir da edificação militar. As dificuldades, porém, não afastam os turistas: em média, 5 mil pessoas visitam o local mensalmente.
Há desgastes físicos visíveis no monumento: a placa de identificação está com pontas quebradas; as rodas de dois canhões militares e a mão de um dos magos estão danificadas; e quatro extintores de incêndio estão prejudicados. Além disso, a acessibilidade é limitada pela falta de placas informativas em braille para pessoas com deficiência visual.
Sobre os canhões, a Fundação José Augusto (FJA), órgão estadual que administra o espaço, afirma, em nota, que está abrindo um processo para substituir as rodas em outubro. Um estudante quebrou a mão da estátua, mas a fundação diz que já convocou um restaurador para colar a peça novamente e que o reparo deve sair nesta semana. “As novas placas terão informações em braille. Sobre os extintores, estamos aguardando a licitação para reposição de extintores para todos os equipamentos”, completa a nota.
Novos reparos dependem da dotação orçamentária, afirma o órgão estadual. Para 2026, a FJA prevê reparos de combate a incêndio, manutenção elétrica, reboco e pintura. Qualquer intervenção no espaço precisa ser aprovada e fiscalizada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), pois o Forte é um bem tombado em nível federal desde 1949.
Neste ano, a FJA aderiu a uma nova política de cobrança de ingressos (R$ 10) para visitantes de outras cidades, com meia-entrada (R$ 5) para alguns públicos e gratuidade para moradores da capital potiguar e para guias de turismo cadastrados no Cadastur/RN que estejam acompanhados de visitantes. A Fundação afirma que não houve queda de público após a adoção da taxa de entrada. Segundo o Governo do Estado, toda a arrecadação é revertida para a manutenção e a valorização do patrimônio histórico.

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